• crisnacaroline

"A Terceira Moça": Será que o Poirot está muito velho para desvendar mistérios? (Resenha)

Quem me acompanha, já sabe o quanto eu amo o Poirot. Junto a um grupo de amigas, eu tenho lido todas as obras escritas por Agatha Christie com o detetive do bigodon. Agora, estamos chegando quase ao fim da nossa empreitada!



“A Terceira Moça” foi publicado em 1966, e é o antepenúltimo romance escrito com o personagem. Nele, uma moça vai à casa de Poirot para pedir ajuda, alegando que pode ter cometido um assassinato, porém, ao ver sua idade avançada, acaba indo embora sem contar nada. Após descobrir que ela está desaparecida, o detetive, frustrado pela curiosidade, desejoso de ajudar a moça e também com o orgulho ferido, decide investigar o ocorrido com a ajuda de sua amiga, a escritora Ariadne Oliver.


Esse livro foi um daqueles que eu gostei, apesar de não ter achado incrível. A Ariadne tem sido mais útil nesses últimos romances. Ela se tornou uma espécie de substituta oficial do Hastings, e acaba ajudando muito mais do que ele costumava ajudar nas investigações, não só encontrando pistas, mas também percebendo sua importância às vezes antes do próprio Poirot!


Agatha também continuou conseguindo trazer as mudanças de seu tempo para as obras, o que é sempre algo bom de se ver. Neste, ela aborda diversas questões sobre o universo dos jovens dos anos 60, inclusive o uso de drogas (que ficou bastante recorrente nos romances dela nessa época). Ela também parece cada vez mais incomodada com as roupas e o estilo das moças, o que sempre me rende algumas boas risadas.


Cada vez mais, a idade de Poirot vem sendo mencionada, e é bem doloroso de vê-lo tão velhinho. A impressão é a de que a autora transmitia um pouco de sua própria experiência através do personagem, e também preparava os leitores para o fim iminente.


Já estou preparando os lencinhos.



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