• crisnacaroline

“2001 – Uma Odisseia no Espaço”: Um baita clássico da ficção científica (Resenha)


Quando o milênio virou eu ainda era criança. Tinha 6 ou 7 anos quando o filme “2001 – Uma Odisseia no Espaço” foi exibido pela Globo em uma virada de ano (99 para 2000? 2000 para 2001? Não lembro com certeza). Vi apenas algumas cenas, e desde então não tinha pensado muito sobre ele, até que acabou entrando na lista do projeto “Quem te viu, quem te leu”, do qual eu (Tiny Owl Reads) sou uma das administradoras (junto com a Karla, do Segue Lendo, e a Ada, do Soterrada por Livros).


A proposta do clube é ler a obra original, ver a adaptação e debatê-las conjuntamente. Nossa lista já passou pelas obras mais diversas, de “Alice no País das Maravilhas” a “O Exorcista”, passando pelo clássico cult “The Outsiders” e o queridinho de 2021 (que entrou em domínio público) "1984".


Mas "2001" apresentou uma realidade um pouco diferente do que estamos acostumados: tendo sido inspirado em um conto de Arthur C. Clarke chamado “The Sentinel”, o longa de Stanley Kubrick (com roteiro co-escrito pelo próprio Clarke) foi lançado antes do livro de mesmo nome, que foi escrito simultaneamente à produção cinematográfica. Poderíamos esperar que isso fizesse com que as duas obras fossem quase idênticas, mas na realidade, não foi o que ocorreu.


Não é que elas sejam completamente diferentes, mas o filme é bem mais ambíguo, mais aberto e menos explicativo. Por outro lado, praticamente todas as lacunas que ele deixa são preenchidas pelo narrador onisciente de seu irmão literário. Isso pode ser positivo ou negativo, dependendo do seu ponto de vista.


Se você prefere entender melhor o que está acontecendo, o livro te dá todas as explicações. Se você gosta mesmo é de criar teorias, o filme é seu amigo. Porém, se você prefere imaginar as descrições e como aquilo seria na realidade, novamente, vá no livro. Se você quer ter a experiência visual, filme! Tivemos as duas opiniões no debate, mas eu sou do time que acha o filme abstrato demais. Sou partidária do livro. Para ser justa, diria que, não importa qual seja o seu preferido, os dois se complementam de forma incrível, e talvez você prefira ter a experiência completa.


É difícil falar sobre a história sem entregar demais sobre o enredo. Envolve um artefato estranho que vai levar a humanidade a uma viagem (literal e figurativa) através do espaço e da própria existência humana. É uma Space Opera, mas não é só isso, tem partes muito diferentes umas das outras e com dinâmicas bem diversas.


E tem o Hal...


A melhor parte da história para mim. Rouba a cena totalmente e ocupa uma grande parte da narrativa, sem ter realmente grande relevância para o enredo em geral, mas sou bastante grata por ela existir, pois o Hal é incrível. Além da já mencionada inteligência artificial, há diversas outras invenções interessantes que foram certeiras em relação ao futuro, embora algumas tenham chegado com força um pouco depois de 2001, e outras ainda estejam a caminho.


Apesar de não ter amado nenhum dos dois, eu gostei e recomendo muito, principalmente por serem clássicos da ficção científica.


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